O Museu de Arte Popular é uma das obras emblemáticas do Estado Novo, criado a partir da reformulação do pavilhão da “Secção da Vida Popular”, da Exposição do Mundo Português, de 1940. Um projeto da autoria dos arquitetos António Reis Camelo e João Simões, o Museu foi um dos resultados do programa de António Ferro, diretor do Secretariado de Propaganda Nacional. A conjugação do estilo modernista com a estética mais tradicional, em conjunto com o acervo de composições murais, alusivas às regiões do país, levou a que fosse classificado como Monumento de Interesse Público em 2012.
Este espaço museológico celebra uma das artes mais icónicas de Portugal: o azulejo. Encontra-se instalado num espaço privilegiado e cheio de história, o antigo Mosteiro da Madre de Deus (fundado em 1509, pela rainha D. Leonor).
Após a realização de obras significativas no edifício, em comemoração dos 500 anos do nascimento da rainha fundadora do mosteiro, o museu abriu ao público em 1965, concentrando o acervo de azulejos nacionais mais emblemáticos, que até então se encontrava disseminado por vários locais.
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