Um dos monumentos nacionais mais famosos do país, localizado na zona de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos é considerado uma obra-prima da arquitetura portuguesa do século XVI e a mais grandiosa obra em estilo manuelino. A sua construção iniciou-se em 1501 e os trabalhos duraram cerca de 100 anos, beneficiando da fortuna que o rei canalizava do comércio com África e o Oriente, exclusivamente para o empreendimento.
O Museu Nacional dos Coches é o mais popular e o mais visitado museu de Portugal.
Inaugurado em 1905, por iniciativa da rainha D. Amélia, no antigo Picadeiro Real de Belém, teve como primeiro objetivo expor uma coleção original de viaturas de gala e de passeio dos séculos XVI a XIX, pertencentes à Casa Real Portuguesa. Posteriormente, juntaram-se à coleção coches da Igreja e de coleções particulares, obrigando a uma ampliação do espaço. Após a implantação da república, o museu adotou a denominação atual: Museu Nacional dos Coches.
A história da construção deste Palácio encontra-se associada a um facto curioso da História de Portugal: após o terramoto de 1755, o rei D. José mandou instalar na zona da Ajuda, caracterizada pelo reduzido risco sísmico, um complexo de tendas, para a sua residência (apelidado de “Real Barraca”). Após a destruição desta estrutura por um incêndio, no final do século XVIII, a família real deu ordens para que lá se construísse um edifício mais sólido, apelidado então de Real Paço de Nossa Senhora da Ajuda.
Com um repositório de mais de 250 mil peças ligadas ao teatro, este Museu encontra-se instalado no Palácio Monteiro-Mor, um edifício do século XVIII que foi adaptado para este efeito.
As primeiras tentativas para criar um museu focado na arte do teatro datam do início do século XX, mas apenas em 1979 se concretizaram esses planos. O espaço foi oficialmente criado em 1982 e inaugurado em 1985.
O Palácio Nacional de Mafra, complexo constituído por um Paço Real, uma Basílica e um Convento, foi concluído em 1735, por vontade do rei D. João V. Foi morada da família real por poucos anos, até à morte do rei, mas nunca deixou de ser um dos locais preferidos da corte. Mais tarde, aquando das invasões francesas do início do século XIX, e estando a família real refugiada no Brasil, o Palácio foi despojado de muitos dos seus tesouros.
O Museu de Arte Popular é uma das obras emblemáticas do Estado Novo, criado a partir da reformulação do pavilhão da “Secção da Vida Popular”, da Exposição do Mundo Português, de 1940. Um projeto da autoria dos arquitetos António Reis Camelo e João Simões, o Museu foi um dos resultados do programa de António Ferro, diretor do Secretariado de Propaganda Nacional. A conjugação do estilo modernista com a estética mais tradicional, em conjunto com o acervo de composições murais, alusivas às regiões do país, levou a que fosse classificado como Monumento de Interesse Público em 2012.
Este espaço museológico celebra uma das artes mais icónicas de Portugal: o azulejo. Encontra-se instalado num espaço privilegiado e cheio de história, o antigo Mosteiro da Madre de Deus (fundado em 1509, pela rainha D. Leonor).
Após a realização de obras significativas no edifício, em comemoração dos 500 anos do nascimento da rainha fundadora do mosteiro, o museu abriu ao público em 1965, concentrando o acervo de azulejos nacionais mais emblemáticos, que até então se encontrava disseminado por vários locais.
A intenção de criar um Museu Nacional de Etnologia surgiu após a realização de uma exposição, em 1959, que apresentou o resultado de vários trabalhos investigação desenvolvidos em Moçambique, pelo Centro de Estudos de Etnologia. O espaço museológico foi criado em 1965, com o objetivo de representar as culturas dos povos do globo, não se restringindo apenas a Portugal e aos domínios ultramarinos (que, à data, ainda se encontravam sob a sua administração).